A marca enfrentava um momento de inflexão: como comunicar uma transformação profunda sem perder sua essência? De um lado, a BASF estava vivendo seu período mais inovador, com um portfólio robusto de lançamentos e uma estratégia comercial agressiva que a reposicionava como líder em inovação do setor. De outro, havia um ativo intangível construído ao longo de anos: a proximidade genuína com o Agricultor brasileiro, a partir da narrativa que traz o Legado como propósito que une o produtor e a BASF.
O desafio estratégico não era simplesmente anunciar produtos. Era mais complexo e multidimensional:
1. Traduzir inovação em valor percebido: Era necessário desconstruir a percepção de que inovação é algo distante e corporativo. O Agricultor precisava enxergar além do produto final — compreender os anos de pesquisa, os milhões investidos em P&D, os cientistas dedicados em laboratórios. Cada lançamento não é apenas uma novidade no portfólio, mas a materialização de um compromisso científico com a agricultura brasileira.
2. Humanizar a tecnologia: Como mostrar que por trás de cada molécula, cada formulação, cada solução tecnológica, há pessoas movidas por propósito? Pesquisadores que entendem os desafios do campo porque os vivenciam como desafios pessoais. Profissionais comprometidos em entregar não apenas produtos, mas soluções reais para os problemas do dia a dia do produtor rural.
3. Equilibrar racionalidade e emoção: A marca havia construído uma narrativa poderosa em torno do conceito de Legado — uma história emocional que conectava gerações de Agricultores. O desafio era evoluir essa narrativa sem abandoná-la: como integrar o lado tecnológico e inovador sem perder o lado humano e emocional? Como ser, simultaneamente, a marca da ciência avançada e da relação de confiança?
4. Reposicionar sem romper: Talvez o maior desafio: sinalizar uma nova era da companhia — mais ousada, mais inovadora, mais competitiva — mantendo a autenticidade da relação construída com o Agricultor ao longo do tempo. Não se tratava de uma ruptura, mas de uma evolução que precisava ser compreendida e abraçada pelo público.
Em síntese, o desafio era tornar tangível o intangível: fazer o Agricultor sentir que faz parte dessa jornada de inovação, que os investimentos em tecnologia são, na verdade, investimentos nele, em sua produtividade, em seu futuro, em seu Legado, a partir de um propósito compartilhado.
A solução encontrada foi construir uma ponte emocional e narrativa entre mundos aparentemente distantes, mas profundamente conectados: o laboratório, o campo e a família.
O filme criado estabelece um paralelo sensível e autêntico entre a jornada do pesquisador — imerso em ciência, tecnologia e anos de desenvolvimento — a jornada do Agricultor — com suas mãos na terra, olhos no horizonte e a responsabilidade de alimentar o mundo, que se confundem com a jornada de um pai que também se dedica com igual amor e cuidado em cultivar seu Legado.
A estratégia criativa partiu de uma verdade fundamental: ambos compartilham a mesma motivação. Não é apenas trabalho ou profissão. É amor. Amor pela agricultura que transcende o aspecto técnico ou comercial. Ambos enfrentam seus desafios — um contra pragas, clima e solo; outro contra fórmulas, testes e limitações científicas — mas pelo mesmo propósito: fazer cada vez melhor. Produzir mais. Alimentar melhor. Construir um Legado. E, claro, ambos são unidos por esse Legado que vai desde o campo à família que, na figura do filho, humaniza essa motivação que impulsiona gerações e gerações na Agricultura.
Humanizando a inovação: ao trazer o pesquisador como protagonista ao lado do Agricultor e de sua família, o filme humaniza o processo de inovação. A tecnologia deixa de ser fria e corporativa para ganhar rosto, história e propósito. O Agricultor passa a enxergar que cada produto que chega até ele carrega anos de dedicação de alguém que, assim como ele, acredita profundamente na Agricultura e na importância do seu Legado. Não é uma empresa vendendo para um cliente. São parceiros unidos pela mesma missão e motivação.
A narrativa mantém o conceito de Legado — pilar emocional já estabelecido pela marca — mas o expande. Agora, o Legado não é apenas o que o Agricultor deixa para as próximas gerações no campo. É também o Legado da ciência, da pesquisa, da inovação que sustenta esse trabalho. É um Legado construído a muitas mãos.
Aproveitamos este momento de virada da narrativa para trazer para a assinatura da marca o termo “Soluções para a Agricultura”, somando à percepção de marca a ideia de portfólio pensado para os problemas que o produtor enfrenta.
O que já podemos afirmar é um alto engajamento dos times internos e adoção do termo “É por tudo que amamos”, gerando orgulho de pertencer à empresa. Isto gerou um movimento espontâneo dos RTVs em levar esta mensagem ao campo. O engajamento com os conteúdos nas redes sociais a partir da identificação com a mensagem também comprova a proximidade do público com a mensagem da campanha. Tivemos quase 700 mil visualizações entre IG e Facebook e mais de 3500 interações.